quarta-feira, 11 de maio de 2022

Pix é o meio de pagamento favorito dos gamers para recargas de jogos e apps, aponta pesquisa

A pesquisa da empresa de pagamento Codashop revelou que 73% dos clientes que tem acesso a plataforma, o Pix é a forma de pagamento mais utilizada para a recarga de jogos ou aplicativos online. Os motivos que fazem o tipo ser o preferido estão aspectos como rapidez na recarga (35,22%), facilidade de pagamento (33,51%) e segurança (28,87%).

No levantamento, os usuários ainda citaram PicPay e cartão de crédito como outros meios de pagamento mais utilizados, sendo os preferidos por 11,34% e 8,59% dos jogadores, respectivamente. Além disso, 36% do público gasta entre R$ 11 e R$ 50 por mês em recargas de jogos e apps, sendo que 33,68% fazem uma aquisição dessa natureza por mês. 23,54% fazem duas recargas a cada mês e 16,84% realizam cinco recargas ou mais a cada 30 dias.

Ainda de acordo com o levantamento, nas recargas de games, os jogadores buscam por novas skins (52,75%) e passes de temporadas (29,38%). Outros motivos para a compra são novos personagens (8,42%) e melhorias de habilidades (5,15%). 

“Essa pesquisa também nos mostrou que os preços competitivos e as promoções recorrentes são alguns dos motivos que mais atraem público para a Codashop, o que faz sentido considerando os 10% de desconto no Pix para Call of Duty: Mobile que oferecemos, por exemplo”, afirma Raphael Negrão, Marketing Manager da Codashop no Brasil. “Outro ponto importante é a segurança na compra. Essa é uma questão chave para nossa plataforma e pela qual estamos constantemente estudando como desenvolver e aprimorar a experiência do usuário”, destaca Negrão.

Concluindo a pesquisa, que ouviu 582 pessoas, mais de 60% dos consultados possuem idade entre 16 e 27 anos, mas observa-se quase 20% do público com idade acima de 30 anos. “Esse dado é uma tendência e indicativo importante, pois nos mostra um amadurecimento do mercado gamer, o que nos direciona nas ações dentro do setor”, finaliza Negrão.

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Câmara de Fortaleza concede título de cidadão ao empresário Marcus Vinícius Saraiva

A Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) concederá, em sessão solene realizada no próximo dia 17 de maio, a partir das 19 horas, o título de Cidadão de Fortaleza ao empresário Marcus Vinícius Saraiva.

Empreendedor desde os 19 anos, o carioca é sócio-fundador da Cordel Ventures e do BS Innovation Hub, dono da Ipanema Comunicação – Growth & Sales, além de ser investidor em mais de 20 Startups. Marcus fincou suas raízes empreendedoras no Ceará, gerando emprego e renda, onde vive há 23 anos.

“Meu amor por Fortaleza, cidade que escolhi morar há 23 anos, é impossível de mensurar. Aqui escolhi minha profissão, fiz amigos e formei minha família. Quero continuar trabalhando para que possamos cada dia mais ter uma sociedade mais justa e igual para todos. Me sinto honrado e farei todo o esforço para ser merecedor desse reconhecimento”, celebrou.

Além do extenso currículo empreendedor, com inovação nas veias e os dois pés fincados no mundo da inovação, Marcus já foi Coordenador Geral da AJE Fortaleza. Lá, realizou a primeira missão empresarial da entidade para o Vale do Silício. Atualmente, é também Diretor de Inovação da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Jovem Fortaleza.

O título de Cidadão de Fortaleza atende Projeto de Decreto Legislativo de autoria do então vereador e hoje deputado estadual Soldado Noelio (União Brasil).

Serviço:

Título de Cidadão de Fortaleza a Marcus Vinícius Saraiva

  • Quando: 17 de maio;
  • Horário: a partir das 19 horas
  • Local: Plenário Fausto Arruda – Rua Dr. Thompson Bulcão, 830, bairro Luciano Cavalcante.

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Correspondente bancário ganha ação contra banco por desconto indevido de comissionamento

A Famacred, empresa que atua como correspondente bancário, venceu no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ação de inexigibilidade de débito cumulada com indenização por danos materiais e morais movida em desfavor do banco CCB Brasil (China Construction Bank).  

A decisão gira em torno da atribuição da responsabilidade por aprovação de duas operações de crédito fraudulentas (uma de R$ 30.000,00 e outra de R$ 25.000,00), solicitadas por pessoas que se passaram por outros indivíduos, com documentos falsos. Os consumidores reais, inclusive, ingressaram com ações contra o CCB pelos empréstimos indevidos requerendo indenização por dano moral. Em decorrência disso, o banco CCB descontou o valor dessas operações diretamente do comissionamento do correspondente bancário, imputando ao correspondente a responsabilidade pelos empréstimos fraudulentos ocorridos.

O TJ-SP, no entanto, reconheceu a tese do correspondente bancário no sentido de que o objeto do negócio jurídico era única e exclusivamente a recepção e o encaminhamento de pedidos referentes às operações de crédito. Portanto, a aprovação do contrato de empréstimo é uma incumbência do banco. “Tal atribuição está prevista expressamente na cláusula 1ª, ‘caput’ e parágrafo primeiro, do contrato de correspondente, encontrando-se, ademais, em consonância com o que estabelecem os artigos 2º e 8º da Resolução nº 3.954/2011 do Banco Central do Brasil, que consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes bancários no País”, diz o acórdão, a decisão final em segunda instância”.

“O correspondente bancário atua por conta e sob as diretrizes da instituição contratante, conforme determina o Banco Central. A empresa apenas realiza a intermediação entre o cliente e o banco em operações de empréstimo. No entanto, a análise final de todos os documentos apresentados, as assinaturas e a capacidade de obtenção de empréstimo foram feitas pelo banco. Sendo assim, não faz sentido a transferência do risco das operações ao correspondente, visto que cabe ao banco a avaliação do crédito e as medidas ordinárias de prevenção de fraude e, por via de consequência, a indenização por dano moral de algum verdadeiro consumidor lesado”, disse Vinicius Zwarg, advogado especializado em Direito das Relações de Consumo, que está à frente do caso.

Confira AQUI Acordão – CCB Brasil x Famacred.

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40% das mulheres empreenderem motivadas por independência financeira

A pesquisa feita pela Serasa Experian e divulgada nesta segunda-feira (9), apontou que 40% das mulheres brasileiras empreendem buscando a independência financeira como principal motivo.

O segundo motivo apontado pelas mulheres é a flexibilidade de tempo (29%), seguido por fazer o que acredita (24%), ter renda complementar (21%) e ganhar mais (20%).

A pesquisa também registrou que 55% das mulheres já conquistaram a independência financeira e que mais da metade (57%) têm sua renda total proveniente do próprio negócio.

A pesquisa ouviu 446 empreendedoras brasileiras nos últimos meses de janeiro e fevereiro. Foram entrevistadas sócias ou donas de micro, pequenas e médias empresas, empreendedoras individuais ou autônomas, trabalhadoras informais e profissionais liberais que trabalham por conta própria.

Barreiras

Entre os principais desafios que a mulher encontra ao ter seu próprio negócio, estão o preconceito de fornecedores, parceiros e clientes e a dupla jornada de trabalho. As empreendedoras também dizem ter a sensação de receberem menos oportunidades que os homens no mercado de trabalho.

“As mulheres encontram no empreendedorismo uma forma de empoderamento, e estar à frente de cargos de liderança é um passo importante para a diminuição da desigualdade. No entanto, sabemos que se manter em um mercado competitivo e desafiador exige planejamento, tempo e recursos financeiros. Por isso, é fundamental que cada vez mais mulheres tenham a oportunidade de se preparar para ocuparem esses lugares”, comentou Cleber Genero, vice-presidente de PME da Serasa Experian.

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Mercado do Futebol: uma questionável e complexa contabilização – Por Carlos Barbosa

*Coluna por Carlos Barbosa, 10/05/22

Quando se fala em negócios, é natural que os recursos tangíveis encabecem o pensamento dos empresários. Mas, paulatinamente e cada vez mais, o mundo vem sofrendo alterações na sua forma de se comunicar e essa transformação paralelamente plantou a forte percepção da intangibilidade associada aos relacionamentos sócio-econômicos. Apesar da clara consciência e sensação da existência dessa intangibilidade, a sua mensuração está mais no âmbito da complexidade e discussão. Dentre os vários exemplos que podem ser expostos como representantes do que impulsiona a consciência coletiva ao consumo da intangibilidade, cito três associados ao esporte: a reputação de um clube esportivo; a imagem e nome de um atleta; e a força da marca de um time.

O CPC 04-R1 (2010), e o seu correlato internacional IAS 38, descreve Ativo Intangível como um Ativo sem substância física, com valor definido pelo mercado, sem ser fixo e sem estar sujeito a impacto inflacionário (Não Monetário), que pode ser separado da empresa (identificável) e negociado de várias formas. Já a definição de Ativo pelo CPC 00-R2 (2019), ou pelo seu internacional correlato Conceptual Framework, é apresentada como um direito presente, com potencial de gerar benefícios econômicos, controlado pela entidade (única definidora de uso e dos benefícios) como resultado de eventos passados. Assim, resumidamente, o Ativo Intangível, para se caracterizar como tal, precisa de ser não monetário, identificável, controlado e gerador de benefício econômico futuro.

O mercado mundial do futebol na atualidade é um negócio bilionário, cuja moeda de troca principal é o atleta de alto desempenho. Cada atleta pode ser negociado entre os clubes, dentro de uma janela temporal de negociação, mesmo que seja antes do fim da vigência dos contratos, mediante o pagamento de uma taxa de transferência contratual. Esta taxa vem alcançando patamares cada vez mais astronômicos nesse mercado. Mas é importante destacar que, a FIFA regula um período de proteção de 2 anos para os contratos, e depois disso o jogador passa a ter o direito de quebra unilateral do contrato. Isso mostra que, a partir de então, a negociação da transferência de um jogador entre dois clubes só se efetiva mediante o consentimento do profissional. A transferência do jogador brasileiro, Neymar Jr., do Barcelona para o Paris Saint-Germain, na temporada 2017/2018, tornou-se a mais cara da história do futebol mundial até hoje, alcançando um patamar de 222 milhões de euros. Esse mercado, que busca a vitória dos campeonatos, através da performance e talento dos jogadores, está associado também a outros negócios que podem ser partilhados entre clube e jogador, como as receitas advindas dos direitos de imagem.

Contabilmente, a taxa de transferência paga nas negociações do futebol costuma ser divulgada no Balanço Patrimonial como Ativo Intangível e, em seguida, suas amortizações mensais reconhecidas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Porém, o trabalho de Campa (2021) questiona esse reconhecimento como Ativo Intangível, uma vez que uma das características necessárias para um Ativo ser reconhecido Contabilmente é que a empresa tenha o Controle desse Ativo. Esse controle parece não existir, uma vez que, para as transferências serem efetivadas, o clube precisa da anuência do jogador, revelando aqui que a empresa não é a única definidora do uso desse direito e parecendo muito mais este direito estar com o jogador. Campa (2021) sugere que os órgãos que regulam o futebol, como a FIFA e a UEFA, devem aplicar mudanças neste âmbito, aumentando o controle dos clubes de futebol sobre os registros dos seus jogadores, desde que preservadas as condições pessoais, econômicas e profissionais dos atletas. Assim, o problema de caracterização de um Ativo pela falta do Controle seria resolvido.

Por outro lado, o trabalho de Maglio e Rey (2017) não questiona o reconhecimento da taxa de transferência como um Ativo e nem questiona a sua Intangibilidade. Pelo contrário, este trabalho reconhece como os maiores Ativos divulgados nos Relatórios Contábeis dos clubes de futebol, tanto os registros de jogadores advindos de pagamento de uma taxa de transferência, quanto os estádios e a infraestrutura de treinamento. O que este trabalho critica é a limitação da comunicação financeira dos clubes de futebol.

Segundo o CPC 01-R1 (2010), e o seu correlato internacional IAS 36, que trata de Impairment, menciona que os Ativos estabelecidos no alcance da regra, inclusive os Ativos Intangíveis regidos pelo CPC 04 (IAS 38), devem ser registrados Contabilmente por um valor que não exceda seu Valor Recuperável (Redução ao Valor Recuperável ou Impairment). Entende-se como Valor Recuperável o maior montante entre o seu Valor Justo líquido de despesas de venda (definição de valor acordado entre as partes e baseado no mercado) e o seu Valor Presente dos Fluxos de Caixa futuros esperados de um Ativo ou de uma Unidade Geradora de Caixa (Valor em uso).

O estudo de Maglio e Rey (2017) aponta grandes diferenças de entendimento dos clubes de futebol na determinação de qual a mais adequada Unidade Geradora de Caixa (UGC) para servir de base para o cálculo do Valor Recuperável: o time como um todo; cada jogador individualmente; ou o conjunto do time, estádio e infraestrutura de treinamento. Para aqueles que definem o time como a UGC, a explicação decorre do fato do conjunto dos atletas ser o responsável pela capacidade de geração de fluxos de caixa, e se porventura o time não se classificar para determinado campeonato, ele precisa ter a possibilidade de ter seu valor Contábil ajustado, se for necessário. Para aqueles que definem como UGC o jogador individualmente, a explicação é que a qualquer momento pode haver queda no rendimento de determinado atleta, seja por problemas de saúde, seja por outro motivo, e então precisa ser possível ajustar o valor Contábil deste jogador individualmente, se necessário for. Para aqueles que definem como UGC, o conjunto do time, estádio e infraestrutura de treinamento, a explicação deve-se ao fato de que apenas o conjunto como um todo é capaz de gerar fluxos de caixa. Não há um consenso aplicável na determinação da UGC, de forma a possibilitar a Redução ao Valor Recuperável de Ativo (Impairment), através de ampla harmonia de entendimento. Esse problema gera uma dificuldade de efetivação dos ajustes de valores regidos pelas regras Contábeis, prejudicando a qualidade da comunicação contábil-financeira.

Face ao exposto, vê-se que o reconhecimento Contábil das variáveis, associadas aos negócios realizados pelos clubes de futebol, não apresentam uma padronização. Não apenas a classificação de Ativo é contestada, como também a determinação de Unidade Geradora de Caixa é confusa. A diversidade de pensamentos e tratativas sobre as questões é tanta que, acaba por impactar a característica qualitativa da utilidade informativa (representação fidedigna), uma vez que reduz o poder de comparabilidade entre as demonstrações Contábeis dos clubes, gerando um questionável e complexo controle.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB.

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Diesel terá reajuste a partir desta terça-feira (10)

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) que vai elevar o preço do diesel para as distribuidoras. O preço médio do litro vai passar de R$ 4,51 para R$ 4,91 a partir de terça (10), um aumento de 8,87%.

Os preços da gasolina e do gás de cozinha não serão alterados.

Segundo a petroleira, o diesel não sofria reajuste há 60 dias – desde 11 de março. Naquele momento, diz a Petrobras, a alta refletia “apenas parte da elevação observada nos preços de mercado”.

Com o novo reajuste, o diesel já acumula no ano alta de 47% nas refinarias da Petrobras.

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Imóveis registraram maior alta em 18 anos no mundo

O último trimestre de 2021 marcou o maior aumento em 18 anos nos preços de imóveis acompanhados em 150 cidades pela consultoria Knight Frank, especializada no ramo imobiliário e com mais de 500 escritórios pelo mundo.

De acordo com o último relatório do índice Global Residential Cities, com periodicidade trimestral, o valor médio dos imóveis vendidos nos locais pesquisados cresceu 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, o maior percentual desde o quarto trimestre de 2004. 

Entre as 150 cidades que compõem a amostra, 140 registraram alta nos preços, contra 122 no ano de 2020. 

Istambul, na Turquia, está no topo da lista, com aumento expressivo de 63% no valor dos imóveis. As três primeiras posições, aliás, são ocupadas por cidades turcas – Izmir vem em segundo (58,5%) e Ancara, em terceiro (55,9%). 

O país, contudo, é um caso à parte. A Turquia está mergulhada em uma crise econômica marcada pela maior alta da inflação em duas décadas. Em 2021, o índice oficial de preços subiu 36,1%, e segue acelerando. Em abril deste ano, a alta acumulada em 12 meses chegou perto de 70%.

Nos Estados Unidos, a cidade com maior salto nos preços foi Phoenix (32,5%), que ocupa o 5º lugar do ranking, seguida por Miami (27,4%, 8ª posição), Dallas (26%, 9ª posição) e San Diego (25,4%, 10ª posição).

São Paulo e Rio de Janeiro, as cidades brasileiras que compõem o índice, estão na parte final da lista, na 121ª e 129ª posições, respectivamente, com altas de 4,4% e 2,2% nos preços.

Segunda imóvel

Parte do aumento dos preços observado no fim do ano passado também se deve a uma espécie de renascimento das cidades observado após quase dois anos de pandemia, acrescenta a chefe de pesquisa residencial internacional da Knight Frank, Kate Everett-Allen, em entrevista à BBC News Brasil.

Após os primeiros lockdowns, nos países mais ricos muitas pessoas chegaram a deixar os grandes centros urbanos e, com a mobilidade proporcionada pelo home office, se mudaram para cidades menores ou mesmo para áreas rurais. 

Chegou-se a questionar na época qual seria o futuro das cidades – se elas veriam, por exemplo, um êxodo significativo de seus habitantes. 

“Mas, desde a primavera de 2021, cerca de um ano atrás, começamos a ver muita gente voltando para as cidades em busca da conectividade, da oferta de cultura, dos teatros, dos restaurantes”, comenta Everett-Allen, referindo-se especialmente às nações ricas fora da Ásia. No continente asiático, em locais como China, Hong Kong e Cingapura, a maioria das pessoas se manteve nas grandes cidades.

“Aqui em Londres, há pessoas que compraram um segundo imóvel no interior, por exemplo, e hoje, com o trabalho híbrido, passaram a usá-lo no home office uma parte da semana, enquanto passam os demais dias por aqui”, ela ilustra.

A retomada do turismo – e dos intercâmbios de estudantes – também contribuiu para empurrar os preços para cima em algumas regiões, entre elas Austrália e Nova Zelândia.

O que esperar de 2022

Os aumentos de juros que vêm sendo observados em boa parte dos países para tentar controlar a inflação elevada que tem marcado 2022 deve ajudar a desacelerar os aumentos de preços. 

Por depender de financiamentos de médio e longo prazo, o mercado imobiliário é, de forma geral, bastante sensível às oscilações das taxas de juros. À medida que os financiamentos ficam mais caros, a demanda tende a cair – e, em alguns casos, esse movimento pode levar os preços a estabilizarem ou mesmo reduzirem. 

A questão, neste caso, é que mesmo que os preços subam menos, o problema do acesso a moradia pelas famílias mais pobres persiste ou pode se intensificar, já que os empréstimos se tornam mais caros. 

Em um longo relatório sobre o mercado imobiliário divulgado no último mês de abril, a consultoria britânica Capital Economics destacou que o indicador da OCDE que relaciona o preço dos imóveis em proporção da renda domiciliar – o que, na prática, revela o quão acessíveis ou não os preços são às famílias – atingiu o maior patamar pelo menos desde o ano 2000, acima inclusive do último pico, de 2007, às vésperas da crise financeira global.

No texto, os economistas Vicky Redwood e Andrew Burrell destacam, contudo, que é bastante improvável que a nova onda de aumento de juros desencadeie uma crise financeira global nos moldes daquela de 2008. 

O aumento dos preços observado na última década e mais recentemente, eles argumentam, não foi acompanhado por um relaxamento da concessão de crédito – um dos fatores que catalisou a crise no mercado imobiliário americano naquela época.

A informação é da BBC

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